
O secretário de Justiça dos Estados Unidos declarou guerra aos vazamentos de informações confidenciais do governo.
Nesta sexta-feira (4), Donald Trump falou ao telefone com Emmanuel Macron, presidente da França. Falaram sobre vários temas, como terrorismo e a crise na Venezuela, segundo a Casa Branca, que espera que seja só isso que se saiba sobre essa ligação. Isso porque, na quinta-feira (3), vazaram transcrições de conversas que Trump teve por telefone com o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, e também com o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, em janeiro.
É de praxe que essas conversas sejam gravadas, mas não reveladas. Muito
do que se discute entre dois líderes não é para os olhos e ouvidos do
grande público, faz parte da política.
Os analistas dizem que agora
outros líderes, como Macron, nesta sexta, podem ficar desconfiados, e
isso pode atrapalhar qualquer tipo de negociação. O governo Trump tem
sido alvo de vazamentos sistemáticos, que alimentam todo tipo de
polêmica e críticas ao presidente.
Por isso, nesta sexta, o chefe do Departamento de Justiça, Jeff
Sessions, declarou guerra: “Nenhum governo pode ser efetivo se seus
líderes não puderem discutir assuntos delicados confidencialmente”,
disse.
Ele informou que as investigações sobre vazamentos triplicaram desde o início do governo Trump. E olha que o ex-presidente Barack Obama processou criminalmente mais casos desse tipo que todos os outros presidentes americanos juntos.
Sessions prometeu apertar o cerco ainda mais. O chefe do Departamento
de Justiça já vinha sendo criticado publicamente pelo presidente, e uma
das queixas de Trump era que Sessions era tolerante demais com os
vazadores.
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